Aos poucos eles notavam que não era mais um sentimento de bem-estar. Aos poucos eles notaram que eles queriam algo a longo prazo. Algo que durasse o tempo suficiente para eles sentirem-se melhor um com outro. Algo que realmente pudesse valer a pena não só pelo agora, não só pelo momento, mas que fosse intenso, não importasse a duração. Eles não queriam nomear qualquer coisa que fosse, pois talvez nomear sempre limita o que se está sentindo. Eles apenas queriam sentir. O que quer fosse, eles queriam conhecer sem nomear, sem limitar, sem querer determinar prazo de fabricação e validade. Sem querer dizer o que era vantojoso ou não daquilo. Não havia compromisso, não haviam pressões. Assim como são os sentimentos que surgem sem a mínima permissão, eles queriam estar assim. Livres, em um duelo do coração. Não sabiam quanto tempo a razão iria deixá-los ficar assim. Estavam aproveitando o tempo em que a emoção era dona daquilo tudo. Em que ela coordenava para onde eles iriam. Eles não tinha orientação a não ser a intensidade do brilho do olhar de cada um. Alguns que observavam achavam loucura ou talvez uma coisa sem a miníma comprovação de que pudesse dar certo. Mas quem disse que existe ciência quando se trata de coisas do coração? Não o coração de veias e rei supremo do nosso frágil corpo humano. Mas o coração daqueles que sentem, daqueles que se machucam por momentos de alegria ao ver quem se ama ou quem se gosta. Coração dono dos nossos pensamentos quando a razão insiste em falhar.
jp

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