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sábado, 17 de julho de 2010

onde?


Quando eu vou ter certeza de que você não foi embora pra sempre?
Que você não me deixou só a beira da estrada, esperando por você para juntos caminharmos?
A gente querendo ou não permanece aqui.
Ambos pronto para cair a qualquer momento.
Quem sobrevive?
I don't know.
Os laços que nos prende não existem mais.
A gente se enganou, talvez.
A gente se preciptou demais e sentia de menos.
Os nossos sentimentos estavam todos confundidos.
Não sei mais onde te procurar.
Não sei mais onde me encontrar.
Onde está você agora?

Beijinhos, jp.

Ah, uma casa no campo...

Certamente Alberto Caeiro era uma das melhores partes de Fernando Pessoa. O meu favorito porque amo a pureza, porque amo a simplicidade, porque amo o que está cada dia mais escasso.

Desejo preservar a melhor parte de mim. Desejo que vocês preservem o que há de mais puro em vocês. Sejam grandes. Atenham-se ao que vem do céu. Quanto as miudezas? Não sei. Elas inevitavelmente tentarão nos desviar, nos enganando de forma astuta. Entretanto, coisas grandes ocupam tanto espaço que, se formos espertos, as teremos em nosso foco e não iremos nos incomodar tanto.

Que o meu Alberto Caeiro esteja sempre respirando e aceso! Muito aceso!

VII – Da Minha Aldeia

"Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo…
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura…
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver."

Fernando Pessoa.


[texto de Cláudia Leitte (@Claudia Leitte)com citação de Fernando Pessoa]


Beijinhos, jp.