Proucuramos sempre por finais felizes, pessoas perfeitas, dias sem erros, e sempre nos deparamos com egoísmo, traição, inveja e quase sempre nos renovamos ou superamos a decepção. Buscamos demais coisas que a gente sabe que não vai encontrar, que a gente se engana dizendo que vai melhorar, que vai mudar, que foi só uma vez, mesmo você sabendo que aquela pessoa ou aquele fato não entra nessas excessões. Porque nos enganar tanto com coisas que a gente já prevê o seu início, meio e fim? Se a gente pode evitar porque insistir em aprender com a dor? É que a mentira e a ilusão nos torna dependentes. A gente tem que ver pra crer. Quantas vezes, eu ou você, queríamos sair correndo num disparate, por descobrir uma verdade? Quantas vezes, eu ou você, vimos cenas grotescas e finjimos que não passou de uma mera alucinação?
A gente se esconde, a gente repreende, mas no fim de tudo, estamos e somos todos errados. O que eu vejo e entendo de uma forma, você vê e entende de outra, pra que entendamos em conjunto, um dos dois ou os dois terão que ceder para abrir os olhos. E quando ninguém cede? E quando o orgulho é maior que a sensatez?
Sanidade humana. Cadê você? Tanto tempo acompanhou a nós todos e agora de uma hora para outra some assim, sem deixar recados nem ao menos explicações?
A gente não sabe mais discernir o que é bom ou ruim pros nossos sentimentos, pro nosso coração, pra nós mesmos. Estamos doente. Ou estão doente. Dependentes de pessoas, de ilusões. Até quando?