Construimos histórias. Desintegramos amores. Unimos, esquecemos, deixamos, fincamos, prendemos pessoas na nossa vida. Amamos o que nem sempre é conveniente ao nosso coração. Erramos nas horas mais imprecisas. Vivemos, às vezes não querendo vivemos. Pensamos demasiadamente. Nos ocupamos com coisas fúteis aos olhos alheios, mas tão necessárias aos nossos. Tentamos voar mesmo com a asa quebrada. Omitimos demais, e sofremos tanto por isso. Sofremos. Há quem diga que não há felicidade sem sofrimento. Mas é tão díficil assim? Escondemos o que era pra ser exposto. Somos egocêntricos ao ponto de às vezes querermos tudo pra si. Não somos elegantes. Tentamos ser. Tem situações que não merecem real elegância. Nostalgiamos. Sentimos falta. Mas não damos o valor necessário quando o que nos é preciso se encontra presente. Nos arrependemos. Batemos a cabeça constantemente após um irrelevável "copo de leite derramado". Pensamos em como teria sido "SE". Pensamos como seremos "QUANDO". Pensamos tanto não é verdade? Nos sincronizamos tanto ao atual que às vezes nem sabemos do que se tratou no passado. Às vezes, sem querer, nos perdemos de nós mesmos. Não sabemos se correr e ir atrás e tentar nos recolocar é bom ou se fugir seria a melhor alternativa. Às vezes... Sempre às vezes duvidamos de nós mesmos e das nossas "pequenas" capacidades. Nos subestimamos, subestimamos os outros e acaba que nos ferramos mais uma vez. É um ciclo. É uma corrente. Pra alguns viciante. Pra outros intolerante. Ficamos? Avançamos? Paramos?
Pergunta? Fica na dúvida? Tenta?
A gente se pergunta demais, a gente sempre quer mais e mais. A gente tenta se limitar, mas não permite limites. Sempre vai a frente, sempre volta atrás.
São tantas e tantas circunstâncias!
Mas a gente permanece aqui né?
Talvez fortes, talvez frágeis demais.