Oi meus lindos e amados leitores. Desculpa a minha falha ausência, mas me encontro no último ano escolar e ando muito sem tempo pra minha vida internauta, fora o fato de estar sem internet justamente para me ajudar nos estudos. Faz muito tempo que não escrevo uma coisa longa sobre como anda minha vida. Vi que quase não posto mais nada realmente de interessante, mas é como já disse, não tenho mais tempo para quase nada. Mas após muito tempo posso dizer que não postar nada sobre o que anda acontecendo foi uma tortura, pois isso aqui sempre funcionou como um meio de externar meus conflitos e já aconteceu tanta coisa que eu andei pensando em fazer uma Retrospectiva. É, uma retrospectiva desses primeiros 4 meses do ano, que já tanto atormentaram a vida de tanta gente. Então, estão dispostos a ler? As minhas mãos não cansaram ainda. Camon?
Peço perdão não ter feito uma dos três meses restantes de 2010, mas os postes dessa época já exprimiam bem o que acontecia.
Obs.: Nesse ano, eu resolvi ter uma agenda em que eu escrevo tudo sobre meus dias, então, ao contrário do ano passado, posso contar os fatos com, de vez em quando, datas, pra ajudar a me situar e situar vocês que estão lendo.
Janeiro.
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O ano começou, pelo menos pra mim, cheio de promessas e cobranças. Um novo ano, novos passos, novos caminhos. Afinal, esse ano vai decidir toda minha vida. É o ano de responsabilidades, de estudo redobrado, de abrir mão de alguns divertimentos pelo estudo. Eu uma pessoa que há um bom tempo creio muito na astrologia, pesquisei como começaria o ano para meu signo, Peixes. O que eu vi, não foi o que eu queria. Na tal página de zodíaco vinha dizendo que 2011 ia ser um grande inferno astral na minha vida. Ok, não quis bem levar pra frente o que eu via, pra mim já bastava os fatos acontecidos do ano passado ter um replay não era bem o que eu queria. Então passei a ignorar essa previsão. Como todo começo de ano, minha família inteira estava aqui na cidade, mas em certos momentos o que eu mais queria era ficar um pouco só porque o fato de desentendimentos passados na minha vida escolar, ainda me perturbava. Aproveitei como nunca essas férias o que causou tanto conseqüências positivas quanto negativas. Houve problemas demais, como nunca havia acontecido. Festas, primas, amigos das primas e confusões. E comecei realmente a pensar sobre a tal previsão. Mas eu não tinha culpa de nada, eu só tentei ajudar, mas é como dizem a corda sempre quebra pro lado mais fraco. Houve o casamento da minha tia o que foi muito legal e uniu muito meus familiares. É muito lindo ver a união de duas pessoas. Mas durante todo o mês de janeiro o que eu mais temia era o início das aulas. Ao mesmo tempo em que eu desejava que o tempo corresse logo para eu matar as saudades dos meus colegas, eu queria que não chegasse para que eu não visse certos rostos que ainda me perturbavam. Então soube que teria uma reunião com dois alunos sobre dicas de como ficaria nossa sala. Então quanto mais eu sabia, mas perto estava por vir o começo das aulas. Enfim, resolvi parar com essa besteira. Afinal, eu não podia controlar o tempo. Resolvi somente aceitar que a qualquer hora isso aconteceria, mais cedo ou mais tarde. Então veio Fevereiro.
Fevereiro.
No primeiro dia do mês, começaria as aulas. Mas pelo ritmo que eu estava levando nas férias não acordei no tempo suficiente para ir à escola, e sim, perdi o primeiro dia de aula. E o ano em um primeiro dia de aula já começou agitado com reconciliações que de um ângulo era visto com desconfiança e por outros como verdade. Quanto a mim não sei bem o que pensei. Coerente, talvez. A cidade esperava ansiosamente por um show de porte nacional. É. Teve show do Biquíni Cavadão. Que por sinal, foi um ótimo dia. Algumas pessoas se redimiram e vieram me pedir desculpas pelo ano passado, mas não dei muito crédito, porque eu sabia que aquilo era só uma insatisfação e assim que o motivo que o deixava triste sorrisse pra ele, ele não mais seria o mesmo comigo de novo, mas por ainda eu achar um amigo, o perdoei. Novos professores, novas tensões. Dia 12 de fevereiro tivemos a 2ª reunião de formatura em que o que mais discutimos foi uma inclusão que por mim sempre foi aceita. Nas aulas nos comportávamos como alunos de fundamental e ainda nos comportamos assim. Houve bastantes problemas na direção da nossa escola, mas nada que equivalesse ao que vai acontecer em março (sempre março!). Nesse período foi onde me senti um pouco desconexa, como se ainda não me desse por conta que aqui será meu último ano. E nos dias aconteciam tantas coisas, como se já tivessem passado semanas e semanas. Na escola as coisas ficavam cada vez mais tensas. Chegaram a marcar nossos lugares com nomes, mas de nada adiantou. Acho que esse tipo de coisa nunca funciona quando se trata de adolescentes a flor da pele. A mentirosa inesquecível deu as caras, mas acho que o que eu mantenho por ela hoje enfim chegou a ser respeito. Mais ou menos no dia 23 surgiu uma nova história que a envolvia dessa vez, não deixei passar, família é família. E acabei sabendo de coisas que talvez não a mantinha tão culpada de todos os fatos do ano passado. Mas o que passou, foi feito. Não adianta mais consertar. Que se contente com o meu respeito, e só. E esses professores desse ano... rs. Foi um mês meio chuvoso. E antes que se perguntem, não, não, o carnaval foi em março dessa vez. Em março, tudo sempre em março, logo o mês que faço aniversário acaba sempre sendo uma “loucura”, mas enfim, ele veio. Quem o olhava de longe o via com uma áurea clara, mas não, foi um mês tenebroso. Então ele veio.
Março
O mês já começou com provas as quais assustava todos nós. Conteúdos resumidos, falta de entendimento, conversas paralelas. Comecei o mês fazendo mudanças visuais. Dentes doloridos, carnaval chegando. O carnaval da cidade começaria no dia do meu aniversário. Resolvi não comemorar. Pra alguns Carnaval significa 5 dias sem fazer nada, em casa. Para mim não funciona bem assim. Carnaval é carnaval. O Carnaval ao passo que foi bom,foi também bem tenso, porque eu não suporto hipocrisia por mais que seja por um bom motivo e muito disso estava rolando. Mas até que ponto nós somos sempre homogêneos? Amigos bêbados dando escândalos, muita dança, professores estranhos, más companhias. Enfim, não foi o melhor Carnaval da minha vida. Nada que se compare ao do ano passado, que foi um dos melhores. Portanto o Carnaval acabou, e isso não é nem de longe ruim em relação a esse mês. Fiquei doente. Ficamos com mania de ir a padaria as sextas-feiras. O que mais me revoltava era um falta de cooperativismo que eu via dentro do meu próprio âmbito escolar. Isso me irritava e ainda me irrita. O tempo foi passando até chegar o maldito dia 19. Eu não gosto desse dia, pois me lembrou o que há um ano aconteceu, que desencadeou vários e vários conflitos. Foi tenso lembrar, mas não tinha como esquecer. Até que chegou o dia 21/22 de março. Sim. O adjetivo dado a esse mês se deu ao fato ocorrido por esses dias. Por uma agenda. Tudo gerou muitas desconfianças, quebra de relações de algumas pessoas, tensões e mais tensões. Aliás, não sei bem definir (mais uma vez) o que senti nesse período. Foi um misto de desconfianças com um pouco de não querer acreditar em nada que os fatos mostravam. Era impossível para mim ver aquela situação toda e imaginar que pessoas próximas poderiam ter feito o que foi feito. E eu passei como nunca na minha vida, a desacreditar na índole das pessoas. A ter um pé atrás por um simples “sim” dado. As pessoas começaram a virar a cara umas pras outras, o que na época eu achei ser estar “entregando-se”. Mas eu não queria acreditar nisso tudo, eu não queria! E então comecei a mergulhar no seriado “The O.C.” que só Deus sabe o quanto me ajudou! Resolvi fazer escolhas, mas ainda me sentia atingida com muita coisa que era dita dentro de sala de aula. Não entendia o porquê de não ter igualdade. Buscar e querer só para si. Eu realmente não entendia. Doía-me ver pessoas chorando por palavras ditas, por venenos destilados, mas doía-me também os ver tornando-se que estavam se tornando. Comemoraram aniversário surpresa na escola para mim e os aniversariantes do mês. O mês acabou tão rápido quanto começou. O que de vez em quando é vantagem, mas na maioria do tempo é uma desvantagem. E mais uma ver a palavra do mês foi decepção. Assim Abril chegou sorrateiro como quem não quer nada, mas também foi um bocado “despedaçado”.
Ah meus caros, uma coisa quase não citada durante esse relato. Tive constantes sonhos em que voltava a falar ou então ia conversar com uma pessoa ao qual me mantinha desentendida desde o ano passado. Isso me perturbou tanto quanto qualquer coisa, pois se tornou uma coisa contínua. Todos os dias eu lutava contra mim mesma, pedindo para que a coragem tomasse lugar e eu fosse falar com quem devia. Mas nada me deixava. As pessoas me impediam, acabei ficando neurada e resolvi deixar as coisas acontecerem naturalmente, mal saberia eu que isso ia ser resolvido, assim como está hoje, mas deixemos para depois. Adoeci mais uma vez nesse mês. Acompanhei o fim da 3ª temporada do meu tão querido seriado e sofri com a morte de Marissa Cooper. Sim, sofri. Mas comecei a 4ª temporada. Mais ou menos aí as coisas ficaram estranhas entre eu e a minha melhor amiga. As coisas andavam desconexas e eu me recusava a ligar. E acho que foi isso que aconteceu. Um aniversário estava por chegar e eu não sabia o que fazer, como agir. Porque o que ano passado foi um telefonema e uma foto, esse ano ficou em um papel. As coisas em mim ainda estavam turbulentas. Eu realmente tentava ignorar tudo que havia passado, mas meio que se tornou impossível. Simulados e mais simulados. E quanto a certos assuntos que pensei muito nesse mês, uma só frase: “Eu só acho que já que não gosta mais e não quer falar, não ilude falando aos poucos”. Planos de viagens para o mês próximo. Terminei a 4ª temporada e logo todo o “The O.C.”, senti saudades. Terminei de ler livros e de um dos, grifei uma frase que muito me marcou “Os seres humanos me assombram”. Não sei por que mais é verdade. Páscoa, renascimento e mesmice. Até o dia 25 em que fiquei sabendo de uma coisa que não vou comentar muito porque na hora foi estranho saber, mas já me acostumei com essa idéia. Quem sabe entendeu o que eu quis dizer. Dia 26: “Depois de algum tempo a gente passa a se acostumar com as mudanças e o que vai acontecendo. É a vida!” Houve o aniversário do mês e e e como defini-lo? Tenso? Talvez. O mês se findou.E mais uma vez numa velocidade que anda tornando-se incrível. Eu não sei quando é que o tempo vai resolver andar devagar.
Considerações Finais.
O que durante esses 4 primeiros meses eu mais aprendi foi a palavra Tempo e Paciência. Elas me ensinaram muito ao longo desse período. Foi uma fusão de sentimentos tão grandes que não havia tempo de odiar, amar, gostar. Quando se via o mês já tinha acabado. Então o que mais me dói dizer é que não temos mais tempo para nada. Daqui a pouco estaremos chorosos, nos despedindo de quem tanto a gente blasfemou e ficou um tempo perdido sem se falar. Daqui a pouco o que mais vai ficar é a saudade. Então aproveitemos enquanto somos jovens cheios de esperanças. Enquanto a frustração ainda não é o nosso medo. Enquanto ainda podemos arriscar sem ter medo de mudar uma vida inteira. Queria muito falar sobre o próximo mês, que aliás está sendo o melhor por enquanto no ano, mas paciência. Obrigada pelo tempo gasto de interesse. E aprendam com tudo isso que somos apenas estrelas que brilhamos por muito tempo, mas que um belo dia caímos.
Um beixo.
Volte Sempre.
Jp.




