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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Enfim, o fim.







-      Entre tantos acontecimentos anuais, entre retrospectivas, entre amores mal resolvidos, entre lágrimas caindo, entre conversas e disse-me-disse, o ano vai se findando. Os corações já se acalmaram, os olhares já se tornaram menos venenosos, as pessoas resolveram dar um tempo a si. Talvez não tenha sido um ano tão bom pra todos, não foi fácil chegar até aqui e dizer: - Sobrevivi. 
Custou chegar aqui e escrever mil e uma palavras que fizesse ou que tentasse explicar o que todo mundo ou pelo menos eu passei. 
Aprendi demais. Vi que as pessoas nem sempre correspondem as nossas expectativas. Ou por não merecerem ou por talvez elas não saberem ao certo o que a gente realmente queria delas. Não houve culpados. A gente só acabou se tornando produto de inovações. Inovações as quais não soubemos lidar, não soubemos realmente saber o que fazer e acabamos levando do modo que dava. Houve erros, e esse foi o nosso maior problema. Erramos por querer, erramos por esconder, erramos por tanto e por tão pouco. 
Foram diversos sentimentos destruídos. E hoje não adianta você dizer que não foi nada, que já passou, por que foi sim alguma coisa e que ainda de vez em quando traz umas consequências.
Vivenciamos momentos felizes. Acabamos conhecendo pessoas encantadoras e monótonas né? Outro grande problema, talvez. A monotonia. 
O que achavamos errado fomos lá e lutamos para que virasse o correto.
Sorrimos querendo chorar constantemente. 
Vimos que os que mais defendiamos, os que mais eram corretos e lindos ao nosso ver, talvez não nos quisesse ao lado o tempo inteiro e só a gente não percebia.
Aprendemos a bater de frente com a diferença, amando e odiando e nessa constante troca de sentimentos. 
Observamos o quanto é importante se ter uma amizade e também o quão importante é ser forte ao perder uma. 
As pessoas foram embora. Umas desistiram. Outra simplesmente viraram as costas. Não souberam fazer o correto, fizeram o errado e não tiveram decência de assumir erros e defeitos.
Mais uma vez, erramos. 
Deixamos as pessoas aos quais nos amavam, aos quais a gente amava.
Aprendemos a perder, mesmo sabendo que o tempo inteiro quem havia sido os campeões éramos nós.
Sofremos por pessoas que nos enganaram, que mentiram, que mostraram serem nossos amigos, quando ao fim não eram nada. 
Humanóides apareceram e tentaram tirar o que restava de sentimento. O que restava de vivo dentro de nós.
Foi preciso fingir sorrisos por "modos de convivências".
Foi preciso fingir.
Foi preciso sujar as mãos.
E quando se foi necessário limpar, algumas manchas ainda permaneceram. 
Manchas que a cada vez que se foi necessário olhar para lembrar o que se sentia.
Choramos, sorrimos, amamos, sentimos erroneamente, fomos burros, inócuos, fomos mentirosos, fomos verdadeiros. Fomos nós, fomos os outros. Sentimos por nós, sentimos pelos outros. Fomos felizes. O que importou foi isso. Fomos felizes o tempo inteiro. Porque mesmo o nosso interior sendo flagelado, o sorriso sempre estava estampado no nosso rosto. Fomos felizes, repito e digo, fomos felizes. 


FOMOS MUITOS EM NÓS MESMOS.
EM NOSSA ESSÊNCIA, FOMOS E VOLTAMOS E AGORA ESTAMOS AQUI.







Feliz Ano Novo e que venha 2011.

Socorro, alguém me dê um coração ♪




Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar, nem pra rir
Socorro, alguma alma, mesmo que penada
Me entregue suas penas
não sinto amor, nem dor, já não sinto nada
Socorro, alguém me dê um coração
Que esse já não bate, nem apanha
Por favor, uma emoção pequena
Qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta
Em tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva
Socorro, alguma rua que me dê sentido
Em qualquer cruzamento, acostamento, encruzilhada
Socorro, eu já não sinto nada, nada.



Socorro - Cássia Eller