Páginas

sexta-feira, 2 de julho de 2010

e é tudo isso mesmo!



O escuro não traz respostas

A luz não traz solidão

O amor não diz que ama

O problema não trás solução




O mal não traz o céu

O sim não é negação

A mentira traz a verdade

A hipocrisia não é do coração




O que era não volta mais

O que é não é mais

O que eu queria já não quero

Eu não sei o que eu quero mais




O silêncio é entendido

Os olhos são expressivos

O sentimento é corrosivo

E o que eu sentia não sinto mais




Esquecer é difícil

Perdoar é possível

Mantenho-me no mesmo nível

Mas recuar?? Nunca mais!!!

changes or not ?!

É tanto orgulho ferido. É tanto mal entendido, é tanto amor não correspondido. É tanto “digo ou não digo?”. E as pessoas continuam na mesma incorreção. O passado, o presente, o futuro. O antes, o por enquanto e os infortúnios. Eu não sei mais olhar sem ao menos observar. Os humanos estão numa ladeira. Caindo. Sem freios, sem cordas. Sem ninguém que os ampare. O medo toma conta dos olhos mais felizes. Os sorrisos simplesmente não sabem nem mais o que são. É uma constante mutação. As pessoas caminhas com viseiras escuras. Elas não sabem mais distinguir as cores da vida. Tudo tão preto e branco. :/ O pessimismo é tão constante. Ninguém mais sonha alto. Eles sonham real. O figurado não existe. Eles negam o que foram. Não falam que mudaram. Não aceitam mudanças. Somos tão imutáveis assim? Se formos imutáveis porque não gostamos mais de brincar de bonecas e carrinhos? Será que a mudança realmente não existe. A gente muda física-psicologicamente diariamente e nem percebemos ao menos o que difere. As transfigurações não possuem sensores anti-mudanças. Mudamos, voltamos, progredimos. A gente está em constante descoberta. Ninguém nunca retroage. Restam-nos duas opções: Ou evoluímos ou estacionamos. Não regredimos, porque regredir seria perder as coisas boas que foram feitas pra trás. Então nem avancemos, nem demos pause, nem muito menos stop. A vida não espera pela gente. A morte sim espera. E se ficarmos sentados esperando por sua boa vontade ela não custa em nos ‘ajudar’. Por isso dêem ou tente dar um fim em tudo que você considera ruim. Se não conseguir aniquilar, ao menos diminua. Viva. Não custa nada verdadeiros sorrisos, abraços mesmo que não sejam de coração. Tente fazer pelos outros o que você sempre quis ou quer que façam com você. E assumam seus erros. A gente só é feliz a partir do momento que assumimos nossos erros e imperfeições. 

Beijinhos, jp.

Quem procura um amor assim?

Era uma noite assombrosa e fria. Um mero coração apaixonado de desespero batia. Ele não sabia que fazer. Ela não sabia até onde ia. E uma constante insegurança entre os dois surgia.
- Será que ela me quer? - Gritava um pobre coração;
- Será se eu posso corresponder?O outro gritava diante mão.
Os destinos eram cruzados. Nenhum podia negar. O que deixava em dúvida era em que dia os dois iriam acordar. Acordar da ilusão da insegurança. Acordar da utopia irreal de que os dois não se pertenciam.
Era como se eles achassem que o que estava traçado não poderia existir. Mas eles sabiam que algo os unia. O medo de amar de novo era vindo de decepções anteriores. O coração ainda não tinha conseguido nenhuma sutura suficiente para esquecer tudo o que foi vivido. A solidão, a tristeza os rondava e os acompanhavam constantemente. O medo de a ferida ser aberta era muito maior do que qualquer amor que tentasse nascer naqueles corações espinhosos.
Os encontros não marcados, os olhares contidos, à vontade e o não querer. Isso os confundia diariamente, e o que pra eles era dúvida, virou certeza.
O tempo passou, a sutura se fortificou ou ao menos deu uma trégua. Os dois novamente se encontraram e o feixe de raios que transpassou de um olhar pra outro foi maior que qualquer resistência. A razão tentava alertá-los o que era conivente, o coração pedia que tudo fosse vivido e esquecido. Ao fim, o coração venceu. A noite fria e sombria de corações apaixonados tornou-se noites quentes e acumulantes do calor recíproco. O que até então era uma antítese, virou um completo sinônimo. O que eles tentavam separar um do outro como água e óleo transformou-se em uma mistura totalmente homogênea. Eles eram miscíveis um ao outro de uma forma esplendida. O coração de ambos nunca sentiu tal encaixe. Era como se um fosse o resto às outras 124 peças do quebra-cabeça do outro. Era um completo que não aceitava lacunas vagando. Uma virtude de um, cobria o defeito do outro.
Ao fim, não sei se foi um “final feliz”. Mas pelo menos “um por enquanto te quero” existia.

Quem procura um amor assim?