Olho para o horizonte não buscando nada do que não se está vendo, mas procurando novas perspectivas.
Me desespero.
Sento e choro e vejo que nada muda.
Nada resolve.
Resolvo parar de chorar e só tento me organizar.
Busco segurança.
De repente me vejo sem nada, sem nenhum braço pra se apoiar.
Acolho naufragados.
Encontro outros perdidos na floresta.
Jogo boias.
Recupero
Perco.
Recupero ...
E definitivamente perco.
Vejo uma melhora que não existe.
Tento, tento demais.
Paro para esperar.
Espero sem nenhuma esperança.
Não me surpreendo.
Aliás, do que se surpreender?
Tudo é tão igual.
O que você criticou, você se torna.
No que você se torna, você critica.
São só mais idas e vindas de toda uma vida.
E eu ainda espero pela próxima chegada.
Antes que eu, parta.
Beijinhos, jp.


