“Nada demais é bom. Nada demais faz bem. As cores gastam. As flores murcham. Nada se mantém. O brilho se vai. O voo acaba e o começo tem um fim também. Faz parte se adaptar a isso. Foi dado mas depois será tirado. Desgastado. O desgaste… o desgastar leva ao fim. Mas se tudo fosse mantido intacto, se tudo continuasse quieto, se eu não tivesse ido até o final, o desgaste final, a falta de paciência, o não suportar mais, eu não sei o que teria aprendido e errado para depois errar novamente e, talvez assim, tirar uma experiência do fim. Eu não sei o que teria sido de mim. Não permitiria chamar-me ‘ser humano’.”
Federico D.
