" Cada vez mais as pesquisas procuram achar um padrão nos comportamentos amorosos. Mais uma vez uma possibilidade de uma abstração tão intensa que só poderia existir como uma ciência exata. Como achar que o horóscopo influência sua vida. E depois se dar conta de que todo o movimento do universo influencia sua vida, não com paixões ou sorte no trabalho, mas coisas menores, como a contagem do tempo e a gravidade. Mas existirá esse padrão ? Ciência sempre procurando controvérsias para si mesma. Acreditar no padrão, de certa forma é acreditar em um destino, com as pessoas predeterminadas entre si. Tá vendo só ? Achar que o seu príncipe encantado no cavalo branco ou a mulher ideal vai aparecer não é Cinderela, é aquela sua velha apostila de Física ou Química mesmo. Como agora toda a pieguice do amor foi desmistificada como puramente científica, me sinto livre pra contar sobre quando estava tentando falar pra uma garota sobre como estava apaixonado por ela. Disse que essas coisas não se explicam porque coração não vem com manual de instruções. E se vier, provavelmente é em inglês ou japonês. Amor como os das comédias românticas hollywoodianas só importando do estrangeiro. Aqui só se vive o bom amor brasileiro, pela vida e seu carnaval de sentimentos, como saído da ruiva cabeça de Rita Lee."
Pedro Malta.

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