Eu me sinto certas vezes como um aeroporto. Cheia de entradas e saídas de voos. Alguns que me trazem alegrias, outros que me remetem a saudade. As pessoas que chegam aqui, algumas vem com um vasto sorriso e outras carregam uma impetuosa tristeza. E eu só as aguardo, só as observo. Até agora não tive informação de nenhuma colisão, na minha base. Houve uns desvios precisos que quase levaram a queda de aviões, mas graças aos bons pilotos eles conseguiram contornar bem a situação. Sobre os cancelamentos de voos, eles estão constantes. As pessoas ultimamente estão adiando tanto! Houve quem estacionou seu avião no aeroporto e o esqueceu por lá e talvez também esqueceu a liberdade que traz o voo! Há quem não viva sem o guia de pouso, aqueles que geralmente nunca tentaram pousar só e semrpe precisam da ajuda de mais alguém. Há quem também, ultimamente, tenha feito pousos urgentes, antes que o avião pegasse fogo e nenhuma vida sobrevivesse. E como não podia faltar apareceram também aqueles que foram alto demais e pelos limites da gravidade caíram de uma altura que não se podia mais conter a queda e PÁ, destroço total, sem salvamento de vidas.
A torre de controle não sabe mais o que fazer quanto aos movimentos das aeronaves, cada um tá seguindo o seu caminho, ok isso é bom, mas para áreas totalmente diferentes e cada aeronave levando pessoas para que não haja mais volta!
No terminal de passageiros a confusão se torna maior. Tem gente querendo embarcar em uma aeronave específica e esquecendo dos outros destinos. Eles pagam o preço que for preciso para decolar, mas não é possível a entrada de todos.
E eu me sinto nesse aeroporto, eu me sinto esse aeroporto. Mas, não estou na base de controle, não estou no terminal de passageiros, nem muito menos controlando as aeronaves, mas estou no guichê verificando o passaporte de cada um e o destino que eles querem levar.

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