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quarta-feira, 14 de julho de 2010

- era ela. é ela.


Ela se confundia constantemente com o que fazia. Ela nem sabia mais o que fazia. Ela rotulava as pessoas erroneamente e depois via que nada do que dissera servia. Ela deixava se levar facilmente. Ela tinha receios esdrúxulos. Ela via como tudo era um quebra-cabeça injuntável e não se arriscava em juntar as peças. Ela não se arriscava. Era o problema. O medo era o que corrompia toda a forma de a sua personalidade sair voando livre. Ela era acorrentada pelo medo. Suas ideias ficavam presas pelo medo da rejeição. Seus jeitos peculiares ficavam presos pelo medo da crítica. Tudo que era seu, era mostrado em uma escala menor do que realmente era. Era como se tudo de dentro de si gritasse pra sair, mas ela sempre pedia um tempo. O tempo que talvez durou o necessário ou talvez foi demais. Os seus olhos na maioria do tempo observava. As pessoas nem sempre percebiam, achavam que talvez fosse só fase. O seu rosto nem sempre se expressava da maneira correta. Era nas palavras que ela buscava o refugio. Ela as vezes ou quase sempre não se expressava bem e as pessoas interpretavam mal. Então era as palavras sempre que a libertavam. Era elas que lhe traziam o refúgio lido e as vezes escrito. Os amigos? Ela tinha poucos. Ela dizia ter amigos, mas ela sabia que em sua maioria eram só colegas. Ela sabia de tanta coisa e preferia dizer que simplismente não viu. Ela omitia sentimentos por ver que as pessoas o usavam da maneira errada que era pra ser. Ela se sentia em certos momentos pisada, mas incrivelmente sempre conseguia se erguer. Ela se sentia feliz, mas nem sempre completa consigo mesma. Ela se confundia novamente, mas não mais com o que fazia e sim com o que pensava. "Seria certo pensar assim?'' - ela sempre se perguntava. Ela acha que as pessoas tem sempre uma segunda chance e que podem mudar, mas com o passar viu que , infelizmente, existiam exceções. Ela ia e voltava numa coisa que sabia como terminar, mas não conseguia dar o próximo passo em relação a certas coisas, por mera insegurança.

Um dia, ela se libertou. O medo se foi. A sua verdade explodiu. Ela já tinha a cara e coragem pra dizer o que sabia, o que via e o que pensava. Ela não agia mais tão erroneamene. Ela sabia onde colocava os pés. Ela aprendeu que se você cai 7 vezes você levanta 8. Ela via que as pessoas mudavam, mas nem todas mereciam real confiança de antes. Ela aprendeu. Nem sempre por vontade própria.Às vezes pela rígida dor. Ela aprendeu. Ela se ergueu. Faz sua história. Não sabia onde vai chegar, mas conhece seus limites. Ela se conhece totalmente. Ela ainda tem suas dúvidas, mas já sabe até onde vão suas certezas. Ela tenta ser sempre coerente e sensata, mas nem sempre as emoções correspondem a razão. Ela tenta, ela agora arrisca sem medos. Ela diz não se for necessário. Sim se tiver a vontade. Talvez se ainda tiver na dúvida.

Tem a sua insegurança, porém não tão presente quanto antes. 
E quanto ao medo antes ele que abafava tudo, ela hoje que abafa ele.



Beijinhos, jp

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