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segunda-feira, 28 de junho de 2010

tristezas+palavras = consolo.


Um dia refletindo na minha ínfima solidão, comecei a pensar porque as inspirações na maioria das vezes vem em momentos de uma terrível tristeza? Assim, porque quando a gente tá muito feliz parece que as palavras não são necessárias pra dizerem o que a gente sente ou não. Acho que a tristeza é meio que dependente das palavras. Parece que quando você está feliz as palavras não chegam na imensidão do sentimento. Se você for pegar e começar a ler as mais belas poesias, os mais belos textos, em sua maioria retratam de temas como: amores não correspondidos, saudades, tristeza do âmago, tragédias amorosas. Sabe, não é que a alegria não esteja presente na literatura pessoal ou intelectual, é porque eu fiquei pensando, porque coisas que nos deixam tão tristes, sei lá, quando saem nas palavras nos deixam tão bem. E no estado da felicidade elas simplismentes são só palavras. É como se houvesse uma diferença. Na tristeza = desabafos. Na alegria = conversas. É uma coisa tão estranha, tão controvérsia. Que nesse mesmo dia eu tentei fazer uma cadeia para ver de onde vem a fonte de a gente sentir ou falar ou ver. Sei lá, é de enlouquecer. Mas ainda bem que as palavras ao menos existem para nos consolar do que ninguém consegue mesmo tentando. Elas consolam quando batem de frente com o que você tenta esconder. Eu já falei sobre as palavras em posts anteriores. Mas é que elas fazem tão bem. Você ver escrito um euteamo, um euteadoro. Você ver escrito alguém que se lamenta por sua dor, alguém que diz que vai estar sempre com você. Você pode até duvidar que seja ou não verdade, mas você acredita porque aquilo te faz bem, aquilo te consola. São palavras que consolam nossas tristezas, na maioria das vezes. Deve ser por isso que a tristeza é tão dependente.


Beijinhos, jp.

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