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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

É tudo muito sujo. Tá tudo tão escancarado. Tão imundo. Que a gente olha pros rostos, mas não reconhece as pessoas que os pertencem. Pessoas sendo manipuladas. E por tão pouco aceitam tudo que é dito. Uma palavra, uma ordem. Até quando? Até quando que as pessoas vão continuar mudando pro lado ruim. Pro lado fétido. Elas não eram assim ou pelo menos o tempo que estiveram comigo, não se mostravam assim. E ontem eu fui burra mais uma vez. Por acreditar. Por pensar que talvez fosse tudo verdade. As pessoas nos pedem confiança, nos pedem segredos, mas são as primeiras a contarem para pessoas erradas. Tudo muito confuso. Um clima cada vez mais pesado. Então, do jeito que tá, até quando se vale ter caráter? Até quando e até onde se vale ter princípios? Se tudo tá sendo corrompido. Se todos insistem em tapar os olhos, assim como uma dia eu tapei também. Já passou demais da hora das máscaras caírem. E elas caíram e junto vieram caras e sentimentos desconhecidos. A união não fazia a força? Mas quanto se vale estar unido com quem a qualquer hora pode te apunhalar pelas costas. Tantos criticaram e tão se tornando tal e qual seus inimigos.



Indiferença. Aversão. O que mais a gente pode sentir nessa situação? Nojo. Repulsa. O que mais? Mentira. Decepção. Eu que abri tanto minha boca para defender alguns vejo que talvez estive mais errada ainda em defender. Fui burra. Novamente. Enganaram-me uma vez. Eu não sei mais se eu tapo meus ouvidos, fecho meus olhos. Mas não. Não farei isso de novo. Vai ser bem melhor agora saber com quem estou lidando. Fica mais fácil saber quais são os rostos que tanto sorriram pra mim, e pros outros que se encontram na mesma, e que hoje tramam contra.


A vez de todo mundo, um dia chega. Do pior ao melhor. Do desconhecido ao popular. Todo mundo um dia prova o gosto da indiferença. Mas, o pior é quando se tem motivos pra ser indiferente. E não adianta dizer que “não importa” , porque no final sempre se incomodam. Sempre!


 
 
Beijinhos, jp

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Retrospectiva Trimestral. :)


Introdução

Fazia tempo não? Como que esses meses, esse ano, passaram tão rápidos quase imperceptíveis se não fosse pelos belos casos de mais mentiras e invenções e de mais novas descobertas. Antes de tudo eu queria dizer que indiretamente esses foram meses calmos, digamos que tudo que aconteceu foi conseqüência do 1º semestre.E que primeiro semestre foi aquele Meu Deus? Sobrevivi aquilo tudo, mesmo ainda recolhendo meus pedaçõs, mas enfim. Então comecemos, e que venha Julho, Agosto e Setembro.


Julho


Após 5 meses de escola, confusões e divergências sentimentais, chega Julho. Quantas pessoas não esperavam esse mês para dar uma pausa em todo aquele clima pesado que rodeava aquela escola e nos acompanhava no caminho para casa. Confesso que eu me melindrei muito nessa época, até porque o meu medo maior era o que poderia acontecer em um mês e que mudasse todo o rumo de uma história já formada. Confesso que senti que com essa trégua na faixa de gaza, eu me sentia livre, mas ainda bem presa as pessoas. Era claro e lógico que se não fossem pelos problemas rotineiros, eu queria sim aulas, eu queria aquelas pessoas do meu lado todos os dias. Mas acho que as pessoas que eu mais precisei durante esse tempo ficaram aqui. Viajei, esclareci, troquei ideias com pessoas de diferentes pensamentos. Apesar de ter sido um curto período de 30 dias, me serviu muito. E eu continuei errando em certos aspectos da minha vida. Tentei recuperar a amizade de infância, e até hoje sigo nessa labuta, não tanto ativamente, hoje permaneço mais passiva em relação a isso. As mentiras cessaram. Abrimos espaço para que conversássemos sobre, nós e a causa do problema que “destruiu” a vida de vários. Mas não adiantou, o pensamento continuou e continua o mesmo. É difícil acreditar em quem um dia já te enganou uma vez. E eu continuei vulnerável, hoje no que se tornou de certa forma, uma fortaleza. Costumava me encontrar com os amigos, jogos da garrafa em que eu era espectadora, ri e me senti bem leve durante esse meio tempo. Descobri novas pessoas e acabei aprendendo nesse mês que por mais que você more em uma cidade que não te oferece muitas opções, não há coisa melhor que a companhia das pessoas que você gosta. Acabou o mês. Acabou a magia da paz, foi hora de vestir as armaduras, recarregar as armas, e levantar o que ainda restava de energia e recolocar as que eu tinha adquirido. Foi difícil, mas eu consegui começar o próximo mês bem preparada, e que viesse agosto e todas as suas boas/ruins novidades.


Agosto

Chegou. Com esperanças de que tudo o que aconteceu, fosse interrompido durante certo tempo ou tempo suficiente para que se acostumasse com todas as novidades que aparava minha vida. Colegas novos. Talvez esse fosse o maior empecilho que eu tive que suportar e venho suportando até agora. As pessoas começaram a se descobrir. A esperança de alguns se reacenderam, outros de tão cansados que estavam não resistiram e resolveram seguir sem esperanças. Só aguardaram um dia após o outro. Eu continuava numa inércia e me sentia bem por saber que a grande maioria se sentia feliz. Mas as coisas começaram a mudar abruptamente, o que era de um lado passou pro lado oposto e as pessoas que a gente esperava contar simplesmente desapareceram. Eu em nenhum momento me sentia só, talvez o que doesse mais e ainda dói é o que anda acontecendo comigo, mas deixemos isso para setembro. As mudanças que a gente não esperava que fossem tantas acabaram sendo inúmeras. E mais uma vez a gente tava de pé. Foi difícil o mês, pois aprender a conviver com pessoas que você aprendeu a manter o campo de defesa, te faz medir todos passos e palavras para que não houvesse má interpretação.  Sabe andava tudo meio que controlado (ainda anda assim), as pessoas continuaram se perdendo uma das outras e o que houve foi só mais contradições e confusões, principalmente confusões sentimentais, mas deixemos isso novamente pra Setembro. Entre os fatos ditos bons, de vez em quando , quando conseguia fugir dessa realidade tão louca, me sentia feliz, de vez em quando. Conheci novas pessoas que me mostraram novas perspectivas e vi que o que não adianta é baixar a cabeça.  O mês acabou, mas uma vez calmo, sem mais enganações, talvez mudanças ocorreram, mas eu que vi já tanta coisa mudar, talvez nem notei tantas coisas, talvez nem lembre de tantas coisas, digamos que eu permaneci em standy by.

Setembro 

Mais um mês, é assim que sempre penso quando dá o dia primeiro. Aqui foi onde a gente mais se enganou. Pois o que para mim seria uma facilidade, foi um mês de pesadas confusões sentimentais. As pessoas mentiram de novo, parece que elas não podem ficar um mês sem jogar uma bomba, oh god! Ouvimos e vimos coisas cada vez mais absurdas. Foi incrível ver a que ponto as pessoas chegam por amor ou não. Eu me encontrei numa fase em que tudo que via dizia, e foi uma boa fase, lapsos de sinceridade sempre são bons. Mas alguns me bloqueavam quanto a isso. Eu vi coisas altamente inaceitáveis e que acabaram sendo consideradas ponderáveis, o que na minha opinião não valeu, mas cada sabe o que faz. Eu vi demais. Gente começou a ver os reais rostos escondidos em máscaras de porcelana. E mais uma vez foi preciso provas, para que se acreditasse no que há muito tempo todo mundo via, mas ninguém queria enxergar. As pessoas foram tão egoístas e mesquinhos. Elas pensaram nelas, e nelas de novo e nelas outra vez. E me refiro a maioria das pessoas viu, não se engane em pensar que foi só uma ou duas. Viajei, espaireci, e percebi mais uma vez onde é que eu tava enterrando meu pé. Num lugar cada vez mais errado e escuro. E vi hoje que muitas vezes deixei os meus por pessoas que não mereciam ou que na época eu achava que mereciam. Comecei a notar o quanto que futuramente as pessoas vão se decepcionar com outras, o quanto elas se acham tão certas e imbatíveis, mas na verdade são fracas e oportunistas. Quantas vezes foi declarado que eu abandonei as pessoas e eu percebi que erro infeliz foi esse que eu fiz. Fui analisada CONSTANTEMENTE por quem não deve me conhecer o suficiente. Me disseram que eu estava melhorando sendo que essas pessoas nem conheciam o que havia de pior de mim. Fui taxada diversas vezes, sendo que eu sabia que não era verdade, mas fui taxada e quem muito me rotulou e quis descobrir a personalidade da “Julianne Pita”, acabou que se contradisse e mostrou que um dia tudo o que pregou foram meras palavras jogadas ao vento. Ai, passei por provas de paciência, provas de respeito, provas de sentimento, provas de amizade, perdi amizades e tudo hoje pra quê? Pra eu todo dia olhar pro teto do meu quarto e me perguntar se tudo valeu a pena. Foi basicamente pra isso. Me desgastei demais e descobri em pessoas que eu não dava o mínimo valor muito mais dignidade do que em outras. Terminei o mês decidida a mudar. Decidida a parar de pensar demais pelo lado alheio e olhar mais por mim e pelos meus que nunca me deixaram e nunca me pediram controle sobre minha personalidade e que nunca quiseram mudar quem eu sou. Não tiro ninguém do meu lado, quem chegar será bem recebido. Só não me peçam beijinhos e abraços e não se tornem pessoas hipócritas e contraditórias. Honrem com o que falam e com o que fazem, por mais duro que seja. E se no meio do caminho resolver desistir pelo menos me avise. Só não me deixe caminhando, imaginando que tem alguém ao meu lado, ou atrás ou á frente e quando eu for olhar pra pedir uma palavra que seja , eu não encontrar ninguém. Dos três meses , esse foi o mais proveitoso, porque enfim, eu abri meus olhos.



Considerações Finais.


 
E que ares são esses. Ares de fim de ano que se aproxima que parece que junto com o desfecho de tudo vai indo embora minhas tristezas e vem chegando à paz. Que ares são esses que tanto me fazem bem. Que traz a esperança de novas coisas, novas pessoas. E que mudança é essa que eu estou sentido. Não me vejo mais tão presa a quem eu considerava tão estimável, mas que de mim nunca mereceu nada mais do que um “oi”. Que cores novas são essas, que aparecem nos meus dias calmos, nos meus dias ausentes. Nos meus dias em que o que mais importa é o meu bem estar, em que os outros tão pouco importam. E que alegria é essa que me faz pensar o quanto tempo perdi vendo só problemas e mais problemas, vendo nuvens negras esquecendo-se do sol que se escondia sobre elas. Acho que enfim, consegui abrir meus olhos. Abrir os olhos pro que o tempo todo esteve do meu lado e eu não havia percebido. Abri os olhos e percebi que eu tenho que dar valor e lutar pelo que é meu mesmo vindo 1 ou 1 milhão dizendo que não se vale à pena. Abri os olhos praqueles que cansavam de rir de pessoas que sempre estiveram comigo. Abri os olhos pras pessoas que eu julgava estranhas e chatas e descobri-las como pessoas que há muito tempo eram pra estar ao meu lado. Abri todos os poros cerebrais que durante uns meses ficaram fechados pelas decepções, pelas mentiras, pelas pessoas que continuam me enganando e não percebem que mentindo só enganam a si mesmos. Abri os olhos tão claramente que permito a chegada de muitos e respeito a entrada de intrusos, que de repente apareceram e querem roubar todo o brilho da festa. Aprendi demais. E talvez eu termine esse ano agradecendo por tudo que aconteceu, pois se caso nada disso tivesse sido exposto eu seria somente mais alguém ao qual nunca sofreu e teria que sofrer mais tarde por uma dor muito pior. Mas não posso negar que também lamentarei. Lamentarei pelas palavras que alguns disseram, e que acabaram caindo em contradição pelas ações. Lamentarei pelos lamentos desnecessários de alguns. Lamentarei, por muitos como eu, terem lutado tanto, terem passado por cima de tantos sentimentos e características, em prol de uma coisa que talvez reconheça, mas que não mereceu tudo aquilo. Lamento por tantos que costumavam analisar tudo e acabaram se perdendo nas próprias palavras. Lamentarei pela ida de alguns, pelas saudades que mais uma vez vão permanecer. Mas todo mundo precisa do seu tempo, eu me dei o meu. Agradeço mais uma vez a paciência. Lamentarei ainda mais, por todas as pessoas que mudaram em função de outras para tentar possuírem o que talvez nunca vão ter. É o que eu lamento mais, porque adicionar características mantendo a sua personalidade é uma coisa, agora se mudar para agradar as outras é totalmente diferente e lamentável. Quanto a esses eu desejo toda a sorte momentânea que puderem absorver, pois irão precisar, porque até o final da vida conheceram centenas de pessoas diferentes e até alcançar o molde de cada uma será uma longa labuta. Boa Sorte. (Ahaha)
Até a próxima retrospectiva.

Obrigada e voltem sempre.

Beijinhos, jp.


Eu simplesmente tenho que assistir esse filme quando chegar nos cinemas. Ahaha. Eu quero, quero e quero. #fikdik

Beijinhos, jp.

domingo, 24 de outubro de 2010

somos quem podemos ser. ♪



Um dia me disseram
Que as nuvens
Não eram de algodão
Um dia me disseram
Que os ventos
Às vezes erram a direção
E tudo ficou tão claro
Um intervalo na escuridão
Uma estrela de brilho raro
Um disparo para um coração
[...]
Somos quem podemos ser...
Sonhos que podemos ter
Um dia me disseram
Quem eram os donos
Da situação
Sem querer eles me deram
As chaves que abrem
Essa prisão
E tudo ficou tão claro
O que era raro, ficou comum
Como um dia depois do outro
Como um dia, um dia comum  ♪

domingo, 17 de outubro de 2010



Rose: Eu amo você.

Jack: Nada disso, nada de despedidas, ainda não, entendeu?

Rose: estou com tanto frio!

Jack: Escute Rose, você vai sair daqui, continuará viva, terá filhos, e vai ve-los crescer, voce vai morrer bem velha, quentinha numa cama, não aqui, não esta noite, não desse jeito, entendeu?

Rose: Eu não sinto meu corpo.

Jack: Rose, ganhar a passagem foi a melhor coisa que me aconteceu. Porque me trouxe ate você. E fico grato por isso rose, fico grato. Voce precisa me dar esta honra, precisa prometer que vai sobreviver, que não vai desistir não importa o que aconteça, por mais desesperador, pometa isso agora Rose e nunca desista de cumprir essa promessa.

Rose: Eu prometo.

Jack: Nunca desista.
Rose: Não vou desistir Jack, não vou desistir.
"Acorda. Acorda. Você está gostando por que é um sonho. Acorda. Você vai acordar e vai se machucar de novo. Seu coração não aguenta mais isso. Acorda. Mas acorda e depois acorda de novo, e comece do começo. Comece outra história com outro alguém. Acorde."

sábado, 16 de outubro de 2010

E me divido em várias, para recuperar tudo que um dia foi meu e tudo o que um dia as pessoas perderam pra mim. Vou nadando contra a corrente do desanimo e tentando me fortalecer. Foi dificil, mas enfim digamos que eu já possa ficar de pé. Dentre todas as divisões que restaram, porque algumas era só fase e acabaram indo embora, uma é a que me chama mais atenção e as vezes me assuta de modo bom e ruim também. Ruim porque ela não tolera, ela não suporta e não esconde mesmo o que sente em relação a certas coisas. Boa porque ela não sofre mais tanto por coisas banais, não sofre TANTO, mas ainda sofre. Eu. eu. ah outro dia. agora não. #momentos.

sábado, 2 de outubro de 2010

help!


Cansada. Eu queria que as pessoas entendessem isso. Eu só queria um minuto ou ao menos um milésimo de compreensão. Quantas vezes eu suplico que as pessoas entendam o que eu estou passando só por um olhar. Quantas vezes eu precisei de um abraço, por menor que fosse a intenção e a ajuda que eu queria veio de pessoas inesperadas. Quantos sorrisos eu quis que as pessoas me arrancassem esse tempo todo e o que eu recebo ao invés, são só mais lágrimas, são só mais dores de cabeça que já se tornaram cotidianas. As pessoas cansam. Nem sempre a gente pode alcançar tudo para todo mundo. A gente faz o possível, mas nem esse possível é o suficiente para muitos. Quantas vezes, ultimamente, as pessoas me perguntam se eu estou bem e respondo um "sim", querendo gritar um Não! Quantas vezes? Quantas vezes eu quis conversar com alguém sobre o que tá acontecendo comigo, sobre o que tá se passando, sobre o porque que todas as noites antes de dormir eu me pergunto o motivo disso tudo, mas eu não consegui ou não me permitiram? Quantas inúmeras vezes? Eu queria muito, muito, muito mais que tudo compreensão, mas eu não encontro, eu não acho. Eu só acho cobrança, eu só acho pessoas que me dizem ou não o que fazer. Pessoas que eu precisava que conversassem comigo e olhassem a situação, as situações, não por um ângulo geral, mas sim por mim. Queria alguém, nem que fosse um único ser pensante em todo esse Universo, só alguém que me entendesse, que me descobrisse, que soubesse do que me enfraquece, do que me regenera, do que me faz bem ou não. Existem pessoas que preenchem alguns desses itens, mas não todos os itens e talvez seja isso que me falte. Preciso de novos. Preciso de coisas que me tragam de novo a alegria. Preciso de pessoas que eu não precise me explicar para tudo, que elas saibam me reconhecer por quem eu sou, pelo que eu sou capaz ou não de fazer. Eu só preciso de uma ajuda, de uma ajuda urgente, antes que eu cometa o erro de internalizar tudo novamente e "simplesmente" esquecer. Estou desconectada, desconectada de mim, dos outros, de tudo. Eu só queria mudanças, e elas vinheram, mas se eu soubesse que seria assim talvez eu queria continuar como estava. Por mais que eu tenha aprendido muito, está sendo muito difícil. Minhas costas não aguentam mais os meus fardos nem os fardos alheios. Altruísmo não está sendo a melhor opção no momento. E eu só preciso de ajuda. Mas se não souberem a resposta, não se preocupe, eu mesmo me concerto, talvez seja essa a solução.